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sábado, 5 de dezembro de 2009

Heath e a (in)Segurança


"Se você está sempre seguro sobre as escolhas que você faz, você não cresce."
Heath Ledger

Concordo plenamente. É como nascer. Precisamos do choque, do abandono de nossa zona de conforto, assim o nosso instinto de sobrevivência é ativado, possibilitando (ou não, depende muito da pessoa) o nosso crescimento. =D

domingo, 15 de novembro de 2009

Revirando arquivos

Quero chorar um universo, uma galáxia inteira de lágrimas...


Até ficar seca de você.
Débora Goya - sp15062008

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Republicando Sentimentos...

Hoje eu preciso gritar!

Quero um vento violento
Que não permita testemunhas
Para que eu possa gritar
A noite inteira num galope surdo.

Há muito esse brado me habita e
Já não o quero, preciso gritar
Até me sentir estéril ou impotente
Como a morte de um trovão.

Sou muitas pessoas destroçadas
E meus pedaços voam como
Folhas secas no bafejo do que
Grito no esplendor da lua

Que me fere.

Patrícia Gomes
(Alma do meu sonho)


Quero gritar tudo o que em mim calo, não quero mais ser poço de desejos ressequidos pelo tempo, daquilo que vejo de errado e não posso me pronunciar, da insatisfação de ser o universo paralelo de alguém.
Quero gritar meus medos, meus anseios e meus sonhos. Meu amor, minha ternura, minha volúpia e meu sexo.
E mesmo com a garganta rasgada, grito, porque acima de tudo desejo a liberdade. A liberdade de ser quem sou e livre do peso que me abafa, cala.


sábado, 23 de maio de 2009

O Diretor do Filme da Sua Vida

Outro dia postei um texto onde citava 'A Garota da Vitrine' como sendo o filme da minha vida atualmente. Este post é parecido, mas meio diferente. Aqui, se trata de um quiz em que através de suas respostas (dã!) é dito qual o melhor diretor para dirigir o filme sobre a sua vida. E confira o resultado do meu, devidamente colado do multiply do Pablo por razões de preguiça (além de que eu não escreveria algo tão diferente assim):

Ingmar Bergman
(mas pra que Ingmar pudesse dirigir o filme da minha vida, só se fosse através de sessão mediúnica! hahahahahahaha)

Your film will be 59% romantic, 26% comedy, 42% complex plot, and a $ 44 million budget.

Your life will be portrayed on film as an intense psychological drama (jura?!?), likely with some actresses screaming at the camera (Persona), or maybe a pleasant chess game between the Grim Reaper and a Crusader (The Seventh Seal). This Swedish director's films are intensely scrutinzed and studied in colleges all over the world to this day. This means that most Americans still don't understand his films! Still alive, he released in the U.S. in 2005 his first film in 23 years (Saraband), and he can still take on one more project to make your film biography. If curious, start with his films Wild Strawberries and Smiles of a Summer Night.

P.S.: Acho que verei outros filmes dele, confesso que só vi o Sétimo Selo. Quem sabe vendo aos filmes de Bergman eu entenda um pouco mais sobre a minha própria vida, uma vez que segundo o teste, ele seria o diretor ideal pra tal proeza! ;^D


Quem quiser fazer o teste, corre aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fragmentos de Dentro e Fora


Cobertas com estrume
explodem, cá dentro, as faces
descobertas e amassadas
de um infame passado.

Apodreça longe!

Dentro e fora
fragmento-me num céu
de nuvenzinhas enquanto um
anjo menino, a bisbilhotar todo
o silêncio, retribui, com doce vinho
e florinhas de sorrisos à toa,
o recomeço do dia.

Mas cá fora, que também
é dentro, ainda escorre
elástico cimento...

E é na morte da aurora,
em cada passo dado em falso,
que ergo o cadafalso onde,
de condenada em mormaços,
Em dura ruptura,
Faço-me
Liberta!

Patrícia Gomes

Leia mais em

Estado de Lítio
Alma do Meu Sonho
Sensualizarte
Patuska Gomes

P.S.: Se isso fosse de minha autoria, seria para o ser mais asqueroso que já me relacionei um dia.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Esperando o Inverno

Não que eu seja uma grande entusiasta do inverno, mas amo tudo o que essa mulher escreve!!!

Enquanto o inverno
chega de manso
são longas as tardes
que espero passar
sem sentir o frio nas janelas.

São simples tardes
esquálidas e eriçadas
como os santos presos em capelas,
sem largatixas nos muros ao sol.
Até mesmo os cães em muxoxo
deixam-se quietos num qualquer
canto do já ressequido jardim.

Como envelhecem essas tardes e
nem rugas criam enquanto as
flores tremem lá fora com o
fim do sol que há tempos queria posto.

O sépia dando lugar, após a ousadia,
ao preto e branco da lua que baila
em prata pelo negrume véu do céu;

E o tempo flui mais livre
enquanto o vento desgrenha e
amarrota as árvores e folhas lá de fora
que também esperam o inverno, mas
Não com a mesma esperança
Que eu...

Patrícia Gomes

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Autópsia



estende o braço direito
o pulso pra cima
olhos perfurativos
pega o bisturi
com firmeza
em segundos
o silêncio encarnado
líquido e endovenoso
do seu mundo
sobre a mesa
e nenhuma alegria
que o fará estancar

(inédito, 30032007 & 02092007)

Jeanine Will
Leia mais em Caminhão de Mudança

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Prateadura

Essa noite não acendi a luz do quarto
A lua convidou-se a dormir comigo...
Dera um lustre de navalha à minha
Pele já tão fria e branca como
Papel a ser escrito.

A luz cinzenta permeara o aposento,
Em surdina, repousando toda líquida
Em minha colcha, prateando o verde do patchwork

Meu pé esquerdo repousava manso
Sentindo a teia que o atara à pedra
Do meu medo; uma âncora
Tênue e eficaz...

Via-me ali, atada aos meus
Tantos anos e com as minhas
Nove vidas quase intactas,
Todas prontas para morrer...

Mas pra tudo há um preço
Alto a se pagar:
Para cada palavra que cuspo
Cada toque que queimo
Para cada mancha de sangue
Que escorro...

E eu me agarro a Ele como
A um crucifixo enquanto a chuva
Quebra as grades da janela e
Lava minhas pálpebras úmidas da luz...
Negrito

Patrícia Gomes
Imagem: Moon Artifice

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Quarto e a Lua



Cheiro.
E a pele por trás do perfume
Pulsa.
Exala.
Correntes e coleira
Couro
Desejo
E fetiches.
E ela aguarda seu amante.
Com mãos livres.
Tato.
E o toque cálido das mãos excita.
Brinca a mulher com seus próprios
dedos
descobrindo o corpo.
Pele convidando a pele
Provocando a noite
E seu amante.
Quarto.
Cama.
E a luz da lua pela janela.
E na noite
corpos são vultos
e nela
licores selvagens
na cama entre gemidos e urros
como animais se encontram
E os amantes se entrelaçam
e suas veias são chamas
são chamados de carne.
Selvagens, nada silenciosos
Acordando os vizinhos
Com palavrões e sacanagens
a plenos pulmões
Trepam.
simplesmente trepam.
Por que fazer amor é brega
e amor não se faz.
Se faz sexo.
E as horas noturnas despertam outros amantes
mesmo aqueles que se contentavam
na arte monótona
de apenas dormir.
E da cama ao chão
e do chão a parede.
Num jogar de corpos
num puxar de cabelos.
Geme a mulher pela janela
corpo desnudo
envolta em braços
Sem quaisquer pudores
dispensaveis
nessas horas.
Desvairada, submissa
boca de encontro a pele
E ao brilhar da lua
em sua face
contrastando a escuridão
ao redor.
A expressão de orgasmo é
captada...uma breve luz invade o quarto.
Afinal sempre tem um voyeur filho da puta.
E você?...
O que está parado ai fazendo?
Por acaso vendo?

Por Pablo Frazão