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quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Quarto e a Lua



Cheiro.
E a pele por trás do perfume
Pulsa.
Exala.
Correntes e coleira
Couro
Desejo
E fetiches.
E ela aguarda seu amante.
Com mãos livres.
Tato.
E o toque cálido das mãos excita.
Brinca a mulher com seus próprios
dedos
descobrindo o corpo.
Pele convidando a pele
Provocando a noite
E seu amante.
Quarto.
Cama.
E a luz da lua pela janela.
E na noite
corpos são vultos
e nela
licores selvagens
na cama entre gemidos e urros
como animais se encontram
E os amantes se entrelaçam
e suas veias são chamas
são chamados de carne.
Selvagens, nada silenciosos
Acordando os vizinhos
Com palavrões e sacanagens
a plenos pulmões
Trepam.
simplesmente trepam.
Por que fazer amor é brega
e amor não se faz.
Se faz sexo.
E as horas noturnas despertam outros amantes
mesmo aqueles que se contentavam
na arte monótona
de apenas dormir.
E da cama ao chão
e do chão a parede.
Num jogar de corpos
num puxar de cabelos.
Geme a mulher pela janela
corpo desnudo
envolta em braços
Sem quaisquer pudores
dispensaveis
nessas horas.
Desvairada, submissa
boca de encontro a pele
E ao brilhar da lua
em sua face
contrastando a escuridão
ao redor.
A expressão de orgasmo é
captada...uma breve luz invade o quarto.
Afinal sempre tem um voyeur filho da puta.
E você?...
O que está parado ai fazendo?
Por acaso vendo?

Por Pablo Frazão

2 comentários:

Flôr de Azeviche disse...

Eu gostei disso...
Muito!

[tá linkada]

Débora disse...

Muito tudo de bom esse poema, né?
Adooooooooro!!!
Ainda mais pq tem a palavra 'trepar'.
Ui delícia!!!
rsrsrsrsrsrsrsrs

Beijão!!!

=D